terça-feira, maio 16, 2017

CGC: Curto & Grosso. E crível (Special post, Created and written By Nizi Silveira).

“Por que o Brasil é tão corrupto?” – inquire o leitor Anônimo. Segue um post especial, dividido em dois capítulos – e dedicado aos escassos amantes da temível coerência.

CAPÍTULO 1: Da corrupção social.



Compartilho com o leitor aquela que talvez seja a única lição realmente útil e relevante que aprendi com a publicidade: TUDO é passível de mudança, desde que através da abordagem certa.
Se eu ou você tentássemos convencer lindinhas de balada a mastigar fezes equinas, dificilmente lograríamos algum êxito. Porém, um Luan Santana, um MC ou uma Ivete Sangalo conseguiriam hordas de orgulhosas comedoras de merda num piscar de olhos. Para ser famoso em países subdesenvolvidos, basta encorajar excessos ou intensificar a estupidez coletiva. O político que olvidar esforços em conscientizar a população quanto à importância do planejamento familiar, será imediatamente trocado pelo político que prometer remuneração à gravidez imprevidente (*aliás, é esta a razão de só existirem partidos de Esquerda no cenário político nacional - fato que, por sua vez, faz com que “democracia” torne-se uma palavra vazia por estas paragens). O padre que disser que só a educação, o conhecimento e a cultura conduzem à virtude, que só a virtude conduz à fé, e só a fé conduz a Deus, será trocado pelo pastor evangélico que promover a ganância, e prometer o sucesso profissional por uns míseros trocadinhos. E miríades de Etcs.

Dito isso, eis um dos motivos que fazem do Brasil um dos países mais corruptos do mundo (e da história da humanidade): a casta falante, os detentores do poder de influenciar, jamais utilizam tal poder para o bem. Não raro vemos na TV alguma diva das adolescentes dizendo-se estarrecida com a situação do país; mas nunca veremos esta mesma fulana tentando consertar os estragos que provoca no público acéfalo que a prestigia. Recadinho tais como “usem camisinha”, “tenham personalidade: não beijem quem vocês não amam”, “leiam”, acaso divulgados na rede social de uma funkeira famosa, salvariam mais vidas em meia hora (e pelos quatro cantos do país) do que um bombeiro, um policial militar ou mesmo uma delegacia da mulher, salvam em uma semana. Se um rapper percebesse que todos os problemas sociais que denuncia em suas letras são produzidos por fulanas que engravidam sem dispor de nenhum tipo de recurso (e, no mais das vezes, sem sequer apresentar um nível mínimo de escolaridade) e que, consequentemente, foi sua própria mamãe quem o colocou numa vida árdua e miserável, talvez suas letras pudessem realmente reverter o cenário que tanto lhe desagrada. Já a mensagem “Isso é apenas um jogo de futebol. Esporte é diversão, não é guerra”, acaso exibida antes do início de cada partida de futebol, diminuiria drasticamente a violência nos estádios. E, claro: se a mídia televisiva brasileira não conferisse tanto glamour às favelas, muito poderia ser evitado - afinal, não há muita diferença entre conferir glamour a uma favela e conferir glamour a um país dominado pelo Estado Islâmico.

Perto de tudo isso (e nem foi tanto assim), políticos corruptos tornam-se meros pivetes batedores de carteira; inevitáveis moscas no topo deste monte de merda verde e amarela.

Concluo expondo os três maiores males do mundo, de acordo com o Eclesiastes: O pobre orgulhoso, o rico ganancioso, e o velho burro. E, se o velho burro merece especial atenção, é porque apenas ele dispõe daquela aura de respeito e devoção que só cabelos brancos conferem; só ele seria capaz de transformar os outros em coisa melhor, mas, no entanto, nada faz. O velho burro é a casta falante brasileira, que embora não possua cabelos brancos, possui a fama – e a aura de respeito e devoção que esta confere, e que é mais do que suficiente para a realização de grandes transformações.

CAPÍTULO 2: Da corrupção política.

Ao contrário do que muitos sugerem, a democracia brasileira não é doente; para ser doente, ela precisaria, antes de tudo, existir. Como dito no capítulo anterior, TODOS os partidos políticos brasileiros são, rigorosamente, partidos de Esquerda. Eis a única diferença entre um partido genuinamente socialista/comunista (PT, PC do B, PSOL, etc...) e um partido social-democrata (PSDB, etc...): enquanto o comunista declarado visa instaurar o socialismo à curto prazo e às custas dos direitos democráticos (como ocorrido recentemente na Venezuela), o social-democrata cheirosinho e empertigado, crê ser possível implementar o socialismo gradativamente, sem sacrificar os direitos democráticos (algo que, diga-se de passagem, nunca ocorreu na história da civilização contemporânea).  Ambos trabalham pelo mesmo objetivo: a utopia socialista do Estado laico, da “Igualdade Social” (assunto sobre o qual já discorri, recentemente). Suas divergências são meramente operacionais.

Produz-se assim a seguinte aberração: indivíduos que vivem num sistema capitalista, trabalhando em detrimento ao socialismo – algo semelhante a um vírus de computador, gradualmente deteriorando a máquina que lhe hospeda. Que o leitor considere o seguinte exemplo: de um lado, um fazendeiro. Do outro, um cortador de cana. Um socialista/social-democrata, criaria um programa social (ineficaz), que daria um dinheirinho ao cortador de cana. Jamais ajudaria o fazendeiro, caso contrário seria contemplado com toda sorte de rótulo depreciativo. Todavia, se optasse por ajudar o fazendeiro com alguma vantagem fiscal, este teria mais recursos e, portanto, contrataria MAIS cortadores de cana (que passariam então a receber salários, ao invés de esmolas governamentais, que, em longo prazo, sangram os cofres públicos), e as condições de trabalho do cortador de cana também seriam beneficiadas, já que agora o fazendeiro teria recursos para a aquisição de maquinário agrícola. Isso, é um exemplo de “trabalhar em detrimento ao capitalismo” – isso, é o que casta dirigente JAMAIS fez (*razão de ser do alto custo para contratação de empregados no Brasil).

Ao não ajudar o fazendeiro (que, neste exemplo, corporifica o capitalismo), ao rotular o fazendeiro de “burguês safado”, tais partidos políticos, além de atrofiarem a economia, também afugentam preciosos patrocinadores de campanha – afinal, nenhum empresário, nenhum banqueiro, nenhum industrial em sã consciência, investiria seu rico dinheirinho em quem o despreza, certo?
Surge assim o famigerado “Caixa 2” – a verba para financiamento de campanha política obtida por vias escusas, em troca de vantagens ilícitas (*como vemos nos escândalos relacionados aos contratos obtidos pela Odebrecht, entre outras).

Por que estes indivíduos trabalham em detrimento ao socialismo? Simples: em países subdesenvolvidos o número de pobres é maior. Com a criação de programas sociais, a pobreza deixa de ser combatida, e passa a ser remunerada (afinal, são programas ineficazes). Com tal estratégia, garante-se um número de fiéis eleitores, que tornam-se credores permanentes do Estado (entenda-se: pessoas que simplesmente não conseguirão viver sem a ajudinha do Estado),e, na medida em que passarão a depender do Estado para absolutamente qualquer coisa, dotam-no com um nível de poder que, em outras circunstâncias, jamais teria (*o “politicamente correto” vigente, é um dos efeitos colaterais desta “overdose de poder” da qual padece o Estado).

 Eis o porquê de toda e qualquer decisão de cunho socialista culminar numa ditadura: criar (ou aumentar o número de) “credores do Estado” é criar escravos do Estado. A corrupção estatal (inevitável em países sob a égide de governos socialistas/democratas, desde que o mundo é mundo) surge com a certeza de que boa parte da população já se encontra devidamente instalada no colo do Estado. A polêmica “Reforma da Previdência”? Nada mais é que o prévio reconhecimento da casta socialista governante da ineficácia (e incoerência) de sua ideologia política. Ora, como custear a atual e as vindouras gerações de “credores do Estado”, e, ao mesmo tempo, custear as aposentadorias? Aumentando o tempo de contribuição – e gerando com isso um eventual congestionamento no mercado de trabalho, afinal, com idosos trabalhando por mais tempo, menos vagas de emprego disponíveis aos recém-ingressados no mercado de trabalho.    

Coitadinhos são fruto da falta de planejamento familiar e, onde existirem, existirão igualmente hordas de Esquerdistas corruptos e oportunistas, ofertando-lhes o pão, e omitindo-lhes a pancada. Os que assumidamente governam para os pobres sempre haverão de se certificar de que pobres existam – e sempre olvidarão esforços para que jamais deixem de existir. “Esquerda”, portanto, é, sempre foi, sempre será, sinônimo de corrupção.



Status – Looking 4 a better job. Away 4 a while.
Recomendado – One insane accident, which occurred a few days ago at Kansas Motor Speedway. For Nascar fans (Oh, of course: best wishes for the pilots):

https://www.youtube.com/watch?v=JAtcX0QhzWU

Recomendado - Funny stuff! My biggest musical idols with some embarassing confessions...

https://www.youtube.com/watch?v=wSpSwDZP-Uk

Escutando – Another heavy-duty musical mix 4 real men.

New clip/single. Turn it up, ‘cause…(Judas's babies):

https://www.youtube.com/watch?v=q73Zao79sWI

Another great single from their latest record:

https://www.youtube.com/watch?v=zFP2f_PEE6c

Guess what: the eternal metal gods just released another live-album/dvd, titled “Battle Cry”. So here’s a cutie, one of their biggest anthems, live. You welcome:

https://www.youtube.com/watch?v=BEfOGyvyfFY

…and, of course, a ballad:


https://www.youtube.com/watch?v=KYjNc4lNfso

quarta-feira, maio 03, 2017

CGC: Curto & Grosso. E crível (Created and written By Nizi Silveira).

O apocalypse” – tema sugerido pelo leitor Anônimo.


O primeiro passo rumo ao apocalipse foi dado séculos atrás, quando da ruptura da Igreja com o Estado. Exponho um fato com o qual até mesmo o mais obstinado (e cretino) dos agnósticos dificilmente discordará: ainda que a Igreja Católica seja, como toda e qualquer instituição, passível de deturpação e corrupção (algo que, de fato, aconteceu em diversas ocasiões, ao longo dos séculos – e que sempre acontecerá), capaz de ser tomada por ratos ou por doentes mentais (como no caso das atuais acusações de pedofilia contra membros do clero), ainda assim, a ideologia/filosofia cristã que a embasa, é eterna e imutável. Consequentemente, as palavras proferidas numa missa sempre foram (e serão) as mesmas, independentemente de serem proferidas por um homem probo, sábio e santo, ou por um monstro de batina.

Já no Estado liberal (também denominado “Estado leigo”, porquanto não propaga nenhum tipo de crença espiritual aos cidadãos), que, ao romper os laços que o unia com a Igreja, tornou-se o soberano absoluto da humanidade até o presente dia, a própria ideologia é passível de ser deturpada e corrompida, fazendo com que todo o resto (entenda-se: as instituições e a moralidade pública), caiam instantaneamente, em efeito dominó. Enquanto a Igreja Católica se apega às palavras e mandamentos imutáveis da Bíblia, o Estado se apega aos ditames éticos assegurados pela Constituição e pelo Código Penal – e ambos, sempre foram e serão alterados ao bel prazer dos estadistas, de acordo com as exigências do momento (como ocorre nas democracias), ou de acordo com as conveniências de um único indivíduo (como ocorre nos regimes despóticos). Portanto, em matéria de loucura, imoralidade e crueldade, o Estado leigo sempre superou e sempre superará qualquer abuso que Igreja Católica tenha cometido ou que possa vir a cometer. Convenhamos: sociedades constituídas por indivíduos que não roubam e/ou matam por temer às leis de Deus, são infinitamente mais seguras do que sociedades compostas por indivíduos que temem exclusivamente às leis concebidas por fulanos engravatados ou fardados. Temer o inferno é mais profícuo ao desenvolvimento ético e moral da humanidade do que temer a carinha zangada de um guardinha de dezenove anos ou de um delegado tiozão – ambos, meros funcionários do Estado.

A partir do momento em que o Estado (ou “a idéia de Estado”) tomou as rédeas da humanidade, a Igreja tornou-se algo secundário, destituída de relevância, e tudo aquilo relacionado a Deus, por consequência, foi engavetado. Cientistas foram perseguidos e punidos pela Igreja? Sim, foram. Mas porque atuavam a favor de Estadistas (reis e nobres), e estes estão tão preocupados em transformar o mundo num lugar pacífico quanto a televisão (imprescindível instrumento do Estado) está preocupada em deixá-lo menos ignorante – ou quanto este que vos escreve está interessado em defender algum time de futebol, seja através de argumentos ou ofensas, seja enristando uma barra de ferro. Sempre existiram motivos racionais por trás de toda surra dada à humanidade por intermédio da Igreja – e o mesmo jamais poderá ser dito acerca das surras dadas pelos Estados. O simples ato de esconder alimentos condenou ao fuzilamento milhões de civis soviéticos. O mero aspecto físico de um indivíduo já era suficiente para que ele fosse classificado como “racialmente inferior” na Alemanha nazista. Usar óculos e possuir uma bicicleta? Já era suficiente para ser rotulado como “Inimigo do Estado”, durante a Revolução Cultural Chinesa.  Já nos Estados liberais/leigos, a mera exibição de cenas minimamente provocantes/sensuais protagonizadas por personagens criadas pela indústria pop, já são suficientes para fazer com que uma menina de quatorze anos transforme-se na “piriguete do bairro”; um simples joguinho de bola não precisa de muito para tornar-se “questão de vida ou morte” (como se gritar por meninos que correm atrás de uma bola fosse a atitude mais madura e viril de todas...). E infinitos “Etcs”.

Em suma, na medida em que a Igreja perde a influência, tanto a crença em Deus quanto a crença no inferno, perdem a relevância. O ódio do oriente pelo ocidente, exteriorizado pelos extremistas islâmicos, pode, sem exagero, ser traduzido da seguinte maneira:
“Ora, se estes ocidentais foram infiéis a ponto de trocar suas próprias crenças religiosas pela crença em teorias científicas que mudam de tempos em tempos, foram capazes de trocar os seus próprios mandamentos divinos pelas regrinhas impostas por políticos, foram capazes de trocar o louvor ao seu Deus pelo louvor a celebridades e times de futebol, imaginem o que não fariam com a nossa crença e com os nossos valores? Portanto, às armas!”.
   O atual ocidente prova que, quem não acredita mais em Deus, acredita em qualquer bosta.


Status – Unmotivated, but Stuyding. I need Money (shit).

Recomendado – O livro “Kiss and Make-up” (Gene Simmons). Autobiografia de um dos maiores rockstars da história.

Recomendado – O clássico “Moonraker” (Ian Fleming). Sou fã de James Bond desde a infância, e digo sem o menor remorso: os livros nos quais os filmes clássicos se baseiam, são infinitamente melhores que qualquer filme da franquia 007. Impossível parar de lê-los.

Recomendado - Wrestlemania 33 (2017). Clash of legends: Bill Goldberg Vs The beast Brock Lesnar. Awesome show:

https://www.youtube.com/watch?v=jvphSHpUuxM

Escutando – Yup: let’s mix things up again, shall we...?

Another kick-ass clip/single, from their most recent record:

https://www.youtube.com/watch?v=djzXuTZq55g&list=PLxKHVMqMZqUSSF7Ut1m0CKPp6NPvu_wsM

Time to overrule some objections… A great track from one of my favorite records:

https://www.youtube.com/watch?v=k6WQxH6s0_o

Good tune from one obscure hair-metal band of the late 80’s:

https://www.youtube.com/watch?v=GmxK9CS3RV0

…and, of course, a nice ballad, from a living-legend:


https://www.youtube.com/watch?v=cVvwO7pvX5E

segunda-feira, abril 17, 2017

CGC: Curto & Grosso. E crível (Special edition, Created and written By Nizi Silveira).


Se esta é a Era mais tecnológica da história humana, consequentemente, é uma Era que poderá trazer em seu bojo colossais benefícios (ao menos aos que disporem de recursos para usufruir deles), mas que, certamente, trará colossais malefícios – e os que serão vítimas inermes destes,  não precisarão gastar um centavo.

O que impossibilita o século XXI de ser visto tal como é (no caso, como a Era da banalidade e da solidão), é o alvoroço criado em torno da tecnologia. Eis algo com o qual qualquer publicitário dificilmente discordaria: subordinar tudo à tecnologia, culmina, invariavelmente, em subordinar tudo à publicidade, porquanto um não sobrevive sem o outro. Aliás, foi a própria publicidade a responsável por este processo de recíproca “glorificação” (publicidade enaltecendo a tecnologia, e tecnologia atuando em detrimento à publicidade). Fazer isso é comprar uma passagem só de ida ao mundo da banalidade, o mundo dos “pseudo-conceitos”.

 A partir daí, “artistas” serão aqueles com mais de quinhentas mil visualizações no Youtube, “formadores de opinião” serão aqueles com mais de um milhão de “Curtidas”, e, gradualmente, o ser humano vai se tornando (ou se consolidando como) marionete de personalidades constituídas por pixels, no afã de não se tornar um forasteiro em seu próprio mundo, tal como muitos humildes agricultores da Alemanha dos anos 30, que aderiram aos pseudo-conceitos éticos e progressistas do nazismo para não serem vistos como esquisitões cafonas, ou tratados como inimigos do Estado. A Razão, a individualidade, o discernimento, a espontaneidade, a cultura, o conhecimento e os juízos de valor que deles se derivam, sempre foram (e serão) os inimigos naturais da publicidade. No mundo da publicidade, não existe qualitativo”, apenas quantitativo” - de modo que, quem estiver à procura dos momentos mais catastróficos e lúgubres da história contemporânea, está, inevitavelmente, à procura de momentos em que a publicidade, o neo-farisaísmo, reinou absoluta. Se, como a História atesta, a semente do mal é constituída por falsas idéias e conceitos sem fundamento que, mediante difusão desenfreada, moldam paulatinamente o caráter e a personalidade, o “ser-pensar-agir” dos indivíduos, e instauram-se como Verdades Eternas, no século XXI, tal semente encontrará o mais fecundo dos terrenos. Tal como dito em meu post anterior, tudo o que os países latinos obtiveram ao conferir uma aura messiânica à televisão (tornando-a exclusiva fonte de referência para tudo), foi a degenerescência total dos valores e costumes de suas sociedades. Conferir à tecnologia do século XXI esta mesma aura messiânica, desta vez, em escala global, dificilmente deixará as coisas mais aprazíveis.

A solidão? Esta surgirá no alvorecer da maturidade intelectual do indivíduo (que, nos dias atuais, torna-se cada vez mais tardio), quando ele finalmente constatar que tudo ao redor, tudo neste inferno tecnológico, foi reduzido a mero entretenimento, e, portanto, impossível de ser contemplado com seriedade – ou, pelo menos, com aquele nível mínimo de seriedade, tão necessário para que a vida tenha algum sentido. Para amar, ele não encontrará nada além de fulanas e fulanos aos quais o beijo e o sexo são tão significativos quanto um aperto de mão, e que prefeririam morrer a se relacionar com alguém fora dos padrões estéticos “do momento”. Para os olhos, nada além de obras cinematográficas feitas em computação gráfica que contam historinhas pueris de gente que voa, e solta raios com os olhos. Para os ouvidos, o bate-estaca eletrônico e artificial, ou refrãos compostos por engravatados e interpretados por ídolos fabricados nos corredores de suas empresas. Já o conhecimento (*inconcebível sem a leitura), não tardará por ser totalmente absorvido pela leitura compulsiva de recadinhos via-smartphone, enquanto a inteligência artificial colherá as ovações outrora reservadas à inteligência humana.
O que veremos é a transformação do planeta em algo equivalente a uma revista de moda, onde inexiste o “Certo” e o “Errado”, o “Bom” e o “Ruim”, o “Relevante” e o “Irrelevante” – existem apenas o “comercialmente viável” e o “comercialmente inviável”, e estes moldarão o comportamento humano nas próximas décadas.

O mundo da publicidade é o mundo da tecnologia (ou vice-versa); é o mundo das tendências transitórias, e, portanto, é o mundo da banalidade, que não tarda em transformar-se no mundo do desamparo, no mundo da solidão. O século XXI constitui, desde já, uma longa marcha da vaca rumo ao brejo.
      

Status – Bored. Still looking 4 a better job. Anybody looking 4 a writer? Tell me now, please. I need cash. Oh, and by the way: still miss my Julianinha Ernandes (my eternal love, since 2007). Right now she’s probably kissing (or even fucking) some Edivaldos, Créberçoms (as seen on Datena), and so on. I wish I was a brainless faggy moron so she could love me till the end of days. Unfortunately, I read a lot, I have tons of personality, I don’t listen to bullshit third-world music for little girls, never gave a shit about soccer, and, most important: I don’t hang-out with morons. That’s the American way. That’s the bottom line, cause Stone Cold said so (hehe). Oh: but still miss her anyway.

Recomendado – O livro “O jardim das aflições” (Olavo de Carvalho – para mim, o maior brasileiro de todos os tempos). O livro mais importante que já li.

Lendo“Kiss and make-up” (Gene Simmons). Biografia de um dos maiores rockstars da história. Thanks 4 the gift, Pimpa Jr.

Escutando - ...and here comes another mix:

One my favorite bands released a new record last year. However, I was sloppy and didn’t say a single word about it (geez…). Now, time to bring up some justice. Their new single:

https://www.youtube.com/watch?v=wFmX-CqzKW4

A new clip/single (are they fucking kidding me?). Legends (fan since 2002):

https://www.youtube.com/watch?v=E2lRHjToqEY

Great fan-vid made for one of their biggest anthems. Do a favor to yourself, and turn it up, will ya?:

https://www.youtube.com/watch?v=87tjKGPk7X8

Oh, and a classic well-known grunge ballad:

 https://www.youtube.com/watch?v=J_sEtNrYlC4

segunda-feira, abril 03, 2017

CGC: Curto & Grosso. E crível (A Special post Created and written By Nizi Silveira).

“Os jovens latinos” – tema sugerido pelo leitor Anônimo. Segue um post especial; time for a game called “Simon says”.


Quer acabar com o oriente? Abra espaço para extremistas islâmicos. Quer acabar com um país? Confie demasiadamente em socialistas. Quer destruir um jovem? Sujeite-o à tutela de pais latinos. O que une estes três tipos de indivíduo é a total e absoluta subserviência. Um extremista islâmico tem como única fonte de referência uma religião que, embora mal tenha conseguido interpretar adequadamente, deixa-se escravizar por ela. Um socialista/comunista, seja por medo ou por burrice, estará disposto a dinamitar o planeta para defender o regime que o escraviza, e cujos ditames são sua única fonte de referência para qualquer coisa. Já o latino usufrui de sua liberdade para deixar-se escravizar por absolutamente qualquer coisa, desde que banal, desde que oriunda da TV - sua única fonte de referência para tudo. Se ele é fanático por futebol, não hesitará em transmitir sua loucura a um filhinho de tenra idade, provavelmente ansioso por vê-lo transformar-se num futuro psicopata, disposto a matar e morrer por um mero joguinho de bola. Pais latinos estão tão preparados para cuidar e educar satisfatoriamente seus filhos quanto estão preparados para uma prova do Enem; tão preparados para isso quanto um extremista islâmico está preparado para falar de paz, quanto um socialista está preparado para falar de progresso, quanto uma mulher latina está preparada para definir o significado de “homem de verdade”. E, se estes três tipos de indivíduo (extremistas, socialistas e latinos) suscitam tanto preconceito aos olhos e ouvidos do mundo, é porque são, sem dúvidas, os principais algozes da palavra “consciência”, imprescindível mesmo a mais remota idéia de civilização.

Os povos latinos são o maior presente que a indústria pop poderia receber; sempre será infinitamente mais fácil alienar e transformar meninas latinas em putinhas ou mães solteiras meramente através da exibição de videoclipes sensuais, do que transformar meninas americanas e européias, que certamente são filhas de indivíduos que não encararam a gestação como uma brincadeira a ser realizada com qualquer um, e que não desprezam a própria cabeça, a ponto de adiá-la indefinidamente. Por estas bandas, se vidas são ceifadas por motivo fútil, é porque foram igualmente geradas por motivo fútil – e, no mais das vezes, com gente vazia, com gente tão banal quanto uma propaganda de guardanapos. De minha parte, digo que ainda durante os meus vinte e poucos anos perdi completamente o interesse por menininhas de minha faixa “otária” ao constatar que elas deglutiriam a saliva de absolutamente qualquer um, e pela certeza de que tudo isso poderia ser imediatamente revertido, acaso qualquer pseudo-ídolo da juventude sugerisse para que parassem, já que “personalidade” e “pais de verdade” são conceitos que os jovens latinos desconhecem por completo. Não são poucos os jovens que jogam na internet; mas só jovens brasileiros são subservientes a ponto de cometer suicídio por enforcamento, frente a webcam, em caso de derrota. Não são poucas as jovens que frequentam baladas; mas só as jovens brasileiras são subservientes a ponto de “descer até o chão”, para não desapontar o favelado analfabeto que as coagiu a isso (e que, em outras circunstâncias, talvez até mesmo as assaltasse e estuprasse).  

Se Justin Bieber, ídolo teen descartável (há pouco banido dos EUA, classificado como má influência à juventude), que apresentou-se no Brasil recentemente (e praticamente na porta de minha casa, deixando tudo tanto mais desagradável), quisesse deixar uma benéfica e indelével marca em seu séquito constituído por fulaninhas jovens e acéfalas de classe-média (que certamente tornar-se-ão mães solteiras antes dos trinta, graças aos pais pusilânimes que possuem), bastaria emitir o seguinte comunicado, em caráter emergencial:

-“Eu sou Justin Bieber. Se você me ama de verdade, eu EXIJO que vá à livraria mais próxima, compre e leia os livros X, Y, Z. Repito: Eu EXIJO.

...e veríamos uma multidão de adolescentes, acotovelando-se nas livrarias, em louvor à sua amada e inseparável subserviência, herdada geneticamente. E longe dali, uma massa amorfa deitada no sofá, indiferente ao fato de sua filha, sua princesinha, encontrar-se acampada na frente de um estádio há meses, dormindo na calçada, e provavelmente mais preocupado ou irritadinho com a situação dos menininhos que jogam bola em seu timinho favorito. Pudera: afinal, já era indiferente ao fato de sua filha beijar qualquer ente bípede irracional, certo?
 “Isso” é um pai latino: alguém que concede a qualquer um a chance de servir de referência moral e cultural para seus filhos; de “fazer-lhes a cabeça”. Da mesma maneira, para mudá-lo, bastaria que qualquer um de seus ídolos chinfrins e obscuros de terceiro-mundo lhe persuadisse. Bastaria, por exemplo, que o Zezé Di Camargo ameaçasse fazer música de macho, acaso o pai brasileiro não mudasse, para vermos uma instantânea e radical mudança de postura em tais indivíduos.

Não, os jovens latinos, de fato, não são levados a sério. E, mais triste que isso, é a inabalável certeza de que tampouco foram criados para isso. Já os países latino-americanos são países fadados ao fracasso, e eternamente a um passo do colapso, e dos regimes despóticos – a premiação máxima para a amada subserviência coletiva.

Status – Sick’n tired of all. I need a better job. Miss my Juliana Bernadino (my eternal love). I wish I were a fucking moron, so she could love me forever.
 Lendo“O jardim das aflições” (Olavo de Carvalho). Na reta final do livro mais importante que já li (ou lerei) nesta vida. Foi Justin Bieber quem me recomendou. Ui.
Recomendado – One great interview conducted by the great Danilo Chantilly, some weeks ago:

https://www.youtube.com/watch?v=o8ECr0eDEGo

Recomendado – A very cool compilation from ECW (Extreme Championship Wrestling). Keep living dangerously, people

https://www.youtube.com/watch?v=3oaRPBaoT18

Escutando – Yup: here comes another musical mix:

Great one, with a great solo (that reminds me of my own solos, by the way):

https://www.youtube.com/watch?v=bT8FEOJEFcI

A cool one:

https://www.youtube.com/watch?v=mtLbE3IUY2U

Second track from one of their most obscure (although great) records (1983’s “Flick on the switch”). Eternal hard-rock icons:

https://www.youtube.com/watch?v=k2x1RKAVGw8

And, of course, a ballad (miss Steve Lee’s incredible talent):

 https://www.youtube.com/watch?v=sUJEKOnPbNU

quarta-feira, março 15, 2017

There goes my hero (Created and written by Nizi Silveira).


Surge um indivíduo que, ao subir num banquinho, grita, repetidamente: “Viva a igualdade social!”.
 Ele é imediatamente aplaudido e ovacionado pelos transeuntes. Estes, ébrios com suas palavras, fascinados com as imagens róseas que o slogan “Igualdade social” produz no imaginário, cometem um erro imperdoável: ignoram que, em qualquer sociedade humana, desde tempos imemoriais, sempre existiram (e existirão) os que produzem mais e os que produzem menos – e este mísero fato irrefutável, certeza científica, já é suficiente para que “Igualdade social” caia na lixeira das “impossibilidades técnicas”, das vãs utopias. Algo equivalente a querer (ou esperar que) uma tartaruga e uma lebre corram na mesma velocidade, por serem ambos animais. Não suficiente, os que sonham em ter filho doutor ou jogador de futebol, consequentemente, sonham em ter um filho que seja desigual em relação aos outros.
Nas míseras linhas acima, a história de TODOS os regimes ditatoriais (porquanto sempre será impossível alcançar qualquer tipo de igualdade sem valer-se da força - e não tardaria para que o indivíduo da situação descrita o percebesse, e, uma vez catapultado ao poder, passasse a oprimir seu próprio séquito). Portanto, o que os inocentes e alegres transeuntes fizeram ao aplaudir, ovacionar e conferir demasiada credibilidade àquele indivíduo? Forneceram tinta à pena que, eventualmente, assinará suas sentenças de morte.

Da mesma forma, sempre existiram (e existirão) países com maior capacidade de produção (e maior quantidade de recursos naturais) e países com menor capacidade de produção (e menor quantidade de recursos naturais), e a “Globalização” nada mais é do que a tentativa (infrutífera) de colocá-los num mesmo balaio (*ignorando, inclusive, diferenças étnico-religiosas/culturais); nada mais é que um slogan alternativo (e indubitavelmente mais charmoso que seus irmãos mais velhos, “Igualdade social” e “Estado Laico”), para aquela velha e senil idéia, que suscita as mais belas e pueris imagens, e propõe o inexequível.

Achar que diferenças foram superadas, apenas porque você optou por ignorá-las: mais uma alucinação que só as mentes marxistas/socialistas/comunistas/democratas/globalistas são capazes de produzir. Eis a razão do cerrar de punhos de Donald Trump frente a estes indivíduos que, ou são demasiadamente burros para perceber o que estão fazendo e defendendo, ou são canalhas apenas à espera da oportunidade para, mais uma vez, afundar o mundo na barbárie.
Se pobres são capazes de odiar pobres, ricos são capazes de odiar ricos, brancos são capazes de odiar brancos, negros são capazes de odiar negros, vermelhos são capazes de odiar vermelhos e amarelos são capazes de odiar amarelos, certamente não serão os frágeis pactos comerciais entre países que me farão dormir mais tranquilo. Ter fábricas da Coca-cola na China ou no Oriente Médio não é o mesmo que ter amigos leais na China ou no Oriente Médio. Elogiar o talento e enaltecer as proezas aeróbicas de Jackie Chan frente a um líder chinês é garantir para si um largo sorriso, e intermitentes tapinhas nas costas; elogiar a democracia e os direitos civis, é garantir um inimigo real e imediato. E o final deste filme, desta superprodução chinesa com elenco norte-coreano, conquanto trágico e dramático, não será nada capaz de surpreender a mais fiel espectadora do mundo - a História.       
  
Status – Kinda tired. I need a better job. Away 4 a while.
Lendo“O jardim das aflições” (Olavo de Carvalho, para mim, o maior brasileiro de todos os tempos). Este livro, considerado sua obra-prima, passou a ser o mais importante livro que já li nesta vida. Um daqueles poucos livros realmente capazes de mudar o mundo. Indispensável. Não há jornalista, escritor ou filósofo brasileiro que não vire uma confusa e indefesa criancinha perto do insuperável, do colossal Olavo de Carvalho. Aliás, eu seria capaz de implorar aos jornalistas brasileiros para que lessem esta obra e constatassem o que acabo de dizer por conta própria.
Recomendado – O livro “Prólogos com um prólogo dos prólogos” (Jorge Luis Borges).

Recomendado – Eis o no quê compreende “feminismo” num país de verdade:

https://www.youtube.com/watch?v=kCu9IcoHb8I

Recomendado - The greatests "Oh my God Moments" in pro-wrestling. Time 2 crush some bones:

https://www.youtube.com/watch?v=omV0UBHl3u4

Escutando – Yup: like or not, here’s another heavy mix!

Lengends. New clip/single:

https://www.youtube.com/watch?v=HzavoVQhlOA

One great title-track from one of my favorite records:

https://www.youtube.com/watch?v=MVYjhGN1FUg

A cool one:

https://www.youtube.com/watch?v=AaqZJANa0Jk

Good’ol Ace Frehley is coming 2 Brazil. Here’s a rock ballad, from his former band “Frehley’s comet”:

 https://www.youtube.com/watch?v=9XVRqKzn7U0


quarta-feira, março 01, 2017

CGC: Curto & Grosso. E crível (Special edition, Created and written By Nizi Silveira)

“Problemas sociais” – tema sugerido pelo leitor Anônimo. Segue um post especial.

Não sou gay, misógino ou machista; todavia, acaso fosse condenado a viver um milhão de anos como eremita, em minhas andanças por este planeta, jamais, JAMAIS me depararia com um único problema social que não fosse, direta ou indiretamente, de responsabilidade feminina.
De acordo com um de meus maiores ídolos, Aristóteles, Zezé DiCamargo (*suprimo e substituo o nome deste meu ídolo para não ser alvo do característico preconceito intelectual do brasileiro, aquele que o faz repudiar ou ignorar tudo e todos que não se dediquem exclusivamente a fazê-lo sorrir e pular, batendo palminhas), os problemas da sociedade são igualmente problemas da vida, e os problemas da vida, por sua vez, são problemas de como a vida é gerada. Claro, como a geração da vida depende exclusivamente da mulher (afinal, bastaria uma mulher dizer “eu NÃO QUERO um filho teu”, para fazer com que qualquer fulano saísse do quarto cabisbaixo, com o pinto murcho, e disposto a fazer uma visitinha ao canil municipal, logo ao raiar do dia), falar de problemas sociais é, invariavelmente, falar do papel da mulher na sociedade.

Tudo o que os movimentos feministas (esquerdistas, claro) dos anos 50 fizeram, foi conceder às mulheres o direito à indigência mental e moral. Que tal fazer tudo aquilo que vocês sempre repudiaram nos homens? Que tal vocês abraçarem a tudo aquilo que queriam combater no sexo oposto, como se tal atitude fizesse algum sentido? Que tal deixar de ser escravizada por estes valores religiosos seculares, que estão na sua família há décadas, para ser escravizada pelas nossas sugestões estapafúrdias de matrona invejosa? E que tal chamar tudo isso de “independência” ou “poder feminino”, hein, hein?

 A decadência feminina desde então foi vertiginosa. E, com a imprescindível ajuda da publicidade, diluindo e disseminando a verborragia feminista incoerente em meios midiáticos variados, não tardou para que a Razão fosse gradualmente superada pela opinião e os padrões de piranhas acéfalas e descartáveis do showbusiness. A vovó foi uma mulher íntegra, inteligente, responsável, uma esposa exemplar. A neta? Quer ser Madonna ou Britney, apenas para ter a honra de deixar cretinos desconhecidos com o pipi ereto – como se isso constituísse uma proeza apoteótica; como se houvesse “independência” em servir de mero objeto a qualquer ameba resignada.    

A gestação deixou de ser um sonho, e passou a ser uma meta qualquer, como a troca de um carro. Manter e educar um filho virou “problema dos outros” - um problema a ser legado a instituições públicas ou privadas. Homens tornaram-se imbecis movidos à ambição, visando escapar da solidão (*porquanto é a mulher quem escolhe o homem, e o comportamento masculino, consequentemente, é moldado pelo comportamento feminino). Casamentos? Passíveis de acabar na menor conturbação cotidiana. Amor, romantismo? De jeito nenhum: elas beijariam qualquer um, por qualquer motivo banal.  Apenas através destes míseros fatores, obtêm-se a razão de ser de uma colossal parcela dos problemas sociais do mundo (criminalidade, delinquência juvenil, prostituição, violência contra a mulher, mendicância...).

O universo feminino foi vítima da gradual substituição da Honra pelo Orgulho – não raro, um orgulho desmedido, fútil, materialista, injustificável. A mulher moderna certamente preferiria ser reconhecida como “A poderosa do mercado de trabalho, que exala fragrância francesa”, ou como “A gostosa da padoca”, do que ser reconhecida como “A mãe exemplar de um filho que não é idiota, e de uma filha que não engravidará aos 14 anos” ou como “Aquela que não cai no papo de qualquer idiota”. Seu “homem ideal” não é nada além do que alguém dotado da aparência que ela julgue ideal, e/ou que possua o carro que ela acha bonito.    

Uma jovem do século XIX, mesmo num avançado estado de esquizofrenia, jamais veria vantagem em renunciar à chance de ser admirada por homens cultos, pela chance de expor-se de forma vulgar e sair à caça de Crébiçoms e Vandilçoms. Tampouco seria suficientemente sonsa para não perceber que um “baladeiro” (ou um “pseudo-malandro”) de nossa Era, não é necessariamente o mais probo e criterioso dos indivíduos e, portanto, “pegaria” absolutamente qualquer uma que lhe desse a mínima chance. Machismo, porém, é pura perda de tempo: a mulher moderna não precisa de homens para lhe censurar ou reprovar. Ela conta com todas as mulheres do passado para fazê-lo.  

Status – A seção "Escutando" será abolida deste (kinda busy right now)
Recomendado “Heinrich Himmler – uma biografia” (Peter Longrich). Para entusiastas da Segunda Guerra Mundial.
Lendo “Prólogos com um Prólogo dos Prólogos” (Jorge Luiz Borges).



terça-feira, fevereiro 07, 2017

CGC – Curto & Grosso. E crível (Created and written By Nizi Silveira).

“Cultura” – tema sugerido pelo leitor Anônimo. Farei deste um post diferente, expondo o que “cultura” significa “na prática”.

Juquinha é um menino de 10 anos fanático pelo Homem-aranha. Possui inúmeros gibis, games, pôsters, filmes e peças de roupa onde seu herói favorito aparece estampado. Ele sabe que existem outros super-heróis, mas nunca demonstrou interesse em conhecê-los.

Certo dia, à caminho do banheiro, Juquinha recolhe um revista do Super-homem, há muito abandonada num cesto de revistas velhas, apenas para ter algo com o quê se distrair no “trono”. No decorrer da leitura do gibi, uma mudança radical ocorre em sua mente infante. Juquinha sairá do banheiro não mais crendo que “super-poderes” consistem apenas em subir pelas paredes e combater o crime com socos e pontapés. Agora, “super-poderes” consistem em voar, ser à prova de balas, derreter metal com os olhos e desviar aviões com um simples sopro. Seu até então idolatrado 
Homem-aranha, em poucos minutos, perdeu a graça completamente.
 Se, ao invés de ser uma criança fanática por um super-herói, Juquinha fosse um homem adulto fanático por carnaval, que tivesse lido algo sobre tradições estrangeiras, seu idolatrado carnaval teria perdido boa parte da graça. Se fosse um torcedor fanático e briguento que tivesse lido sobre regimes totalitários, sairia do banheiro envergonhado, ao perceber-se tão alienado quanto um nazista. Se fosse um militante socialista, que tivesse lido sobre os líderes socialistas, mudaria radicalmente sua opinião acerca do socialismo. Se fosse um materialista, um fútil, um “malandro”, ou alguém impulsivo, impaciente, ou injusto e cruel, que tivesse lido algum clássico filosófico, sairia do banheiro com a consciência desperta. Se fosse uma jovem “piriguete/baladeira”, que tivesse lido um romance clássico, sairia do banheiro não mais disposta a sacrificar a própria honra por qualquer mané. Se fosse um político de um país problemático que tivesse lido algo sobre as grandes potências mundiais ou sobre as grandes personalidades históricas, reveria muitos de seus conceitos e de suas decisões. Se fosse um dependente químico que tivesse lido alguma ficção fantástica, talvez seu vício em entorpecentes diminuísse consideravelmente. E infinitos “Etc”.

“Ninguém sente falta daquilo que não conhece” (Platão – minha frase favorita, so far).

Em todas estas situações (e, como dito, em infinitas outras), a realização do aprimoramento intelectual, psicológico e moral dos indivíduos – evolução. O que faz com que os países desenvolvidos sejam, de fato, desenvolvidos? Antes de tudo, a certeza de que seus cidadão leram mais (e melhor); mentes desenvolvidas. Todo o resto decorre disso.
Cultura é livro – todo o resto é mero subproduto de um livro. Educação é estudo, e estudo, por sua vez, é algo apenas realizável através de leitura. De modo que, quem não lê, pouco ou nada terá a acrescentar – seja numa folha de papel, seja na vida de alguém.

Status – Tired. I need money (and a better job). Away for a while.

Lendo “Heinrich Himmler – uma biografia” (Peter Longerich).

Recomendado – Já que estou lendo a biografia de um dos poucos indivíduos capazes de fazer Satanás borrar-se de medo, eis um ótimo documentário sobre uma de suas criações mais macabras...

https://www.youtube.com/watch?v=xD789p0hu6k

Escutando – Yup; another heavy mix...

The almighty (and legendary) creators of heavy metal just made their LAST concert. Love’em forever. Here’s one of my all-time favorite classics:

https://www.youtube.com/watch?v=7eb_JtxHYZg

Here's another new clip from another new single:

https://www.youtube.com/watch?v=WbxH5S9_A3M

The most fast and furious guitar player of all time, in my opinion (oh: and I'm a huge fan of his hair as well); One of his biggest anthems:

https://www.youtube.com/watch?v=Dngwio0eJS0

...and a great ballad:

 https://www.youtube.com/watch?v=ww5GXbk58R0