quinta-feira, novembro 16, 2017

“O velho Tarit” – a nonsense post (Created and written By Nizi Silveira).

-O fiel leitor Anônimo pede-me, encarecidamente, um post nonsense. Eat it:


O velho Tarit escolhera um lugar tão íngreme e longínquo para dar o derradeiro suspiro, que muitos dos que foram render-lhe as últimas homenagens morreram de exaustão no meio do caminho. Abutres devoravam os cadáveres já putrefatos dos peregrinos na base da montanha, e nada do velho morrer. Tarit, turco, faquir de buffet infantil, que fez fortuna esmaltando refrãos do grupo Terra Samba em delicadas louças que grande sucesso faziam entre as castas abastadas de Istambul, era também portador de mensagens místicas que, de acordo com o próprio lhes “foram transmitidas pelo espírito do mago Haztor, que hoje existe numa dimensão paralela, junto com o Miojo de camarão, as atrações humorísticas de Jorge Fernando, a Fanta melão e a Mesbla”.

Por via mediúnica, o mago Haztor dotou Tarit de um nível de conhecimento que de há muito ultrapassara as raias dos mais estupefacientes “puta que o pariu”; dos mais ensurdecedores “puta merda” exclamativos já proferidos pelo gênero humano, desde os tempos de Atra-Hasis e Atahualpa. O psicólogo transexual Walter Vanessa Camacho Renata, da PUC-Campinas, que por anos trabalhou como lenhador e copeira nas muitas propriedades de Tarit, ainda se emociona de forma viril e efeminada ao recordar-se momentaneamente das palavras e/ou frases do amigo e/ou companheiro e/ou mestre - muitas delas (ou talvez nem tantas assim) estarão reunidas no livro “Tarit: fofo & faquir”, a ser lançado num mês que certamente antecederá dezembro.  

A incapacidade de discorrer em sueco arcaico sobre o legado filosófico de Cálicles, Chairephon, Gorgias ou sobre a Teogonia de Hesíodo, o Enuma Elish e o Kebra Negast em eritreu gaguejado e sussurrante (faltas intelectuais imperdoáveis), sem mencionar a confessa dificuldade em soletrar a palavra “conspurcar”, não impediram Tarit de acumular glórias acadêmicas e sapatos de carmesim, paramentados com laços de cetim super-fashion. Sendo o criador do “charlatanismo hiperbólico paradoxal” (método que consiste em fingir-se de charlatão – algo paradoxal por si só- para subtrair víveres dos incautos), conheceu personalidades de inconteste envergadura. Frequentava baladas com Jack London, Hermann Hesse, Wilde, Borges, Ortega y Gasset, Christopher Morley, William Golding, George Orwell, Konrad Adenauer, Hawthorne, Melville, Paul Valery e Hemingway; bolinava Jane Austen em motéis baratos de Carapicuíba, e iniciava prolixas conversas sobre o atomismo de Heisenberg com o elenco da novela “Uga-uga” frente à Associação dos Amigos da Vila Ipojuca, entre um gole e outro de Lipton Ice Tea sabor pêssego.     

Angariou o título de “Personalidade mais polêmica do ano”, superando a atriz Eva Tudor com adiposa vantagem, ao ser flagrado esfregando os testículos num busto pétreo de Apolônio de Rodes, sobre uma pira funerária hitita, nas cercanias de Chávin de Huántar. Filhadaputamente bêbado na ocasião, usava o Manuscrito Voynich como ceroula e dizia ser um espião visigodo à serviço da fábrica de biscoitos Nabisco. De nada adiantou os dirigentes da fábrica de biscoitos corroborarem sua história frente às autoridades.    

Sob cárcere em Osasco, foi humilhado pelos demais detentos. Seu colega de cela, Gilço, um ex-servente de pedreiro alagoano de buço saliente, condenado pelo espancamento de uma idosa com uma caixa de Chickenitos em pleno Jumbo Eletro da Rua Quintino Bocaiúva, e que há pouco ainda fazia “bicos” como exegeta em duas universidades de Dusseldorf, recusou-se veementemente a cumprir pena ao lado de alguém que dava claros indícios de nunca ter lido “A luta pelo direito”, de Rudolf Von Ihering. Aliás, o fato de Tarit, nosso herói, desconhecer completamente as obras de Ihering, Thomas Paine, Demóstenes, Olavão, Huberto Rohden, e principalmente as de Henry David Toreau, sempre lhe conturbou a vida deveras, sobretudo durante suas longas estadas no Brasil – o que justifica o flashback abaixo.          
Na juventude, apaixonou-se por Lindalva, uma lavadeira piauiense. O pai da moça, um roceiro “cabra-macho” chamado Erisvalçom que, com emplastos canforados colados na tez, não via o namorico com bons olhos. Sabia que sua amada filha não estava inoculada contra o veneno das línguas alheias - e não tardou para que tal veneno fosse destilado. E do outro também.
No coreto da cidadezinha, lavadeiras, roceiros e posseiros encontravam-se nos fins de tarde para caçoar de Lindalva:

-“Lá vai a filha do Erisvalçom atrás daquele turco! Me disseram que a única sinfonia de Liszt que ele conhece é a Hungarian Rhapsody!”

-“Eta nóis! Lá vai a Lindalva! Aposto que vai ficar de libertinagem com aquele turco que acha o Victor Hugo melhor que o Marcel Proust...! Ah, se fosse filha minha,  matava de pancada...”.
   
Mais sufocante que a seca, só o pedantismo do sertão piauiense. Ameaçado de morte pelo patriarca de sua amada, fugiu do sertão de patinete, na calada da noite. Anos mais tarde, soube que Lindalva casou-se com um próspero empresário, versado na fabricação de objetos randômicos (quase sempre feitos em prata coloidal) para distribuição arbitrária em escala global. O casal mora em Ohio e, graças à Black and Decker, passa bem.

Aos cinqüenta anos, Tarit sentiu o súbito debilitar da saúde, quando se viu regurgitando alimentos que jamais ingerira ou ingeriria, já que era alérgico a eles. Breve, tornou-se assinante da revista “Males”, ignorando que “males” é a palavra anglo-saxônica para “machos”. Caiu de imediato nas graças da comunidade LGBT.

Agora, no fim da vida, recluso, endividado e senil (“mais ou menos péssimo” de acordo com os médicos), cercado por travestis hirsutos de língua presa, incapaz de perceber a semelhança física entre o ator Joe Pesci e o cantor Solimões, mascando tabaco panamenho de forma quase “badass”, Tarit, inconformado por protagonizar um post nonsense, sufocava com o odor pútrido dos cadáveres dos peregrinos que haviam vindo visitá-lo. Ou talvez tudo isso seja apenas mais uma demonstração prática de seu charlatanismo hiperbólico paradoxal, como sugeriu recentemente certo historiador catalão, enquanto deglutia pequenos cubos de queijo emental ao volante de uma Kombi em chamas...

Status – Unmotivated, tired ‘n studying. In need of $. Away for some ages.
RecomendadoO livro “A escada para o céu” (Zecharia Sitchin). Segunda parte da fascinante saga literária “Crônicas da Terra”.
Recomendado – O livro “O livro perdido de Enki” (Zecharia Sitchin). Terceira parte da fascinante saga literária “Crônicas da Terra”.
Recomendado – O livro “A história está errada” (Erich Von Daniken).      
Recomendado – O livro “A odisséia dos deuses” (Erich Von Daniken).
Recomendado – O livro “O chamado de Cthulhu e outros contos” (H.P Lovecraft). For me, cooler and better writer than Poe.
Recomendado – O livro “O imbecil coletivo – Atualidades inculturais brasileiras” (Olavo de Carvalho, para este, o maior brasileiro de todos os tempos). Obra que conclui a trilogia homônima (e indispensável).
Escutando – Yup; time 4 another heavy mix:

New clip:

https://www.youtube.com/watch?v=XY-4gZ-igCk

New clip/single:

https://www.youtube.com/watch?v=zZ9FciUx6gs

Huge fan of these guys, since 2002. One of my favorite classics:

https://www.youtube.com/watch?v=DZUN6-JwwMA

A Motley anthem (live, from “Carnival of sins” DVD):

https://www.youtube.com/watch?v=wXy7Sl_T5mU

…and one amazing ballad from the immortal king of blues (and, in my humble opinion, the greatest black artist of all time):


https://www.youtube.com/watch?v=4fk2prKnYnI

terça-feira, outubro 24, 2017

CGC: Curto & Grosso. E crível (Created and written By Nizi Silveira)

“Por que confiar em Donald Trump?” – pergunta o leitor Anônimo.


Muitas pessoas já ouviram falar do lendário mafioso Al Capone (foto). Contudo, poucas pessoas conhecem o intrincado modus-operandi de Al Capone – aliás, autoridades americanas demoraram décadas para desvendá-lo. Eis o que Al Capone fazia quando queria eliminar um desafeto/opositor/concorrente: Contatava “Pessoa 1”. “Pessoa 1” contatava “Pessoa 2”. “Pessoa 2” contatava o primo de “Pessoa 3”. O primo de “Pessoa 3” contatava “Pessoa 4”. “Pessoa 4” contatava “Pessoa 5”. “Pessoa 5” contatava o sobrinho do primo do avô de “Pessoa 6”. O sobrinho do primo do avô de “Pessoa 6” contatava “Pessoa 7”. “Pessoa 7” contatava “Pessoa 8”, que contava “Pessoa 9”, que, por fim, contratava “Pessoa 10” – aquela que iria perpetrar o delito. Evidentemente, “Pessoa 10” não fazia idéia de que estava sob ordens do todo-poderoso Al Capone.

Resultado: Al Capone, conquanto preso, jamais foi acusado de assassinato. Very smart son of a bitch.

 Qualquer um que meramente cogitar uma conexão entre os partidos democratas, defensores da globalização, e a China comunista, será tomado por louco ou palhaço. Da mesma forma, qualquer um que cogitasse a conexão entre “Pessoa 10” (humilde, ignorante, habitante de outro estado) e o extrovertido, simpático, famoso e riquíssimo empresário Al Capone, seria igualmente tomado por louco ou palhaço.

 Unir países com uma mesma moeda é semear um desastre – afinal, bastaria uma crise em um deles para que todos os demais fossem severamente afetados. Dar asilo a refugiados oriundos de países que nunca esconderam sua profunda aversão ao ocidente, tampouco parece sensato. Quem poderia tirar mais proveito da notícia de que vários traficantes de bebidas, vários proprietários de cassinos clandestinos e vários cafetões foram executados? Al Capone. Quem poderia tirar mais proveito da notícia de que o ocidente aderiu a políticas que não tardarão a enforcá-lo, ideais incoerentes que, quando promovidos por indivíduos extremamente carismáticos (Obama, Hilary...) e endossados por celebridades risonhas, tornam-se, aos olhos do público e da mídia, excelsas demonstrações de sapiência, humanitarismo e prudência?  A China comunista – aliás, criadora (e financiadora) da Coréia do Norte.

 Aos que conhecem a história, nada disso é novidade. A China atual meramente dá continuidade ao modus-operandi da extinta URSS: financiar tudo e todos que possam ser de alguma serventia em sua obstinada cruzada contra o ocidente (Pessoa 1, 2, 3...). Até ONGs espalhadas pelo mundo estão na jogada. Eis o porquê de Donald Trump afirmar, inclusive, que foram os democratas os criadores do Estado Islâmico: democratas não sabem para quem realmente estão trabalhando. Sim: tal como a “Pessoa 10”.

A parceria de Trump com a Rússia, que causa tanta estranheza? Indispensável, no caso de uma guerra com a China - afinal, “comunismo” significa expansão (territorial e/ou ideológica), e, como consequência disso, a certeza de que este dia virá. Por estes e outros motivos (de menor relevância), eu confio em Donald Trump.


Status – Bored and in pain. Still looking 4 a better job. Away 4 a while.
Lendo“O livro perdido de Enki” (Zecharia Sitchin). Terceira parte da fascinante série literária “Crônicas da Terra”.
Recomendado – O livro “A Grande síntese” (Pietro Ubaldi). O livro mais importante que já li.
Recomendado – O livro “A escada para o céu” (Zecharia Sitchin). Segunda parte da fascinante série literária “Crônicas da Terra”.

Recomendado – The legendary Uncle Taker is finally retired. Here’s a great tribute to the phenom (by the way: he’s on the cover of the brand-new WWE 2k18):

https://www.youtube.com/watch?v=3iBe__OFqmI

Recomendado – Funny stuff! A classic sketch from Monty Python (*subtitled in portuguese):

https://www.youtube.com/watch?v=2YCmIKS-8RY

Escutando – Time 4 another heavy mix!

New band (*with plenty of familiar faces), new single, new clip:

https://www.youtube.com/watch?v=J_1N8kVYfkE

Good’ol uncle Ace Frehley (legendary lead-guitarist from Kiss’s original line-up) released a new record recently. One of the tracks is a heavier version for one of my favorite Kiss classics(1974):

https://www.youtube.com/watch?v=ZRv8-0xS1bw

The best show of Rock in Rio 2017, in my opinion. Hard-rock legends; forget about your diabetes, and turn this classic up (eternal riff):

https://www.youtube.com/watch?v=-azxluXviX4

The true kings of metal will soon headline (again) the Earth-Shaker festival, in Germany. Here’s one my favorite classics (live); turn it up:

https://www.youtube.com/watch?v=7iznsg9dyrw

Today’s ballad is dedicated to my dear Urana (a.k.a “gauchinha”). She loves this one… (*I recently made a version of it, with light-speed guitar solos… soon available at the “Video” sector of my Facebook profile).


https://www.youtube.com/watch?v=c1pqoz17s3w

quinta-feira, outubro 05, 2017

Por amor à Razão (By Nizi Silveira).

- To a friend.

Fulano e Sicrano são mais que amigos; são comparsas. Fulano tem 49 anos, e, Sicrano, 67. Juntos, pretendem assaltar uma joalheria. Para tanto, elaboram o seguinte plano (*aliás, o crime perfeito): Fulano estará armado e vestido com roupas casuais no dia do crime; Sicrano, o mais velho, levará uma sacola de feira e estará vestido de padre.

No dia do crime, Sicrano adentra a joalheria, vestido de padre, aproxima-se da balconista, que o observa com temor reverencial, e pede cordialmente para que ela lhe mostre os crucifixos de ouro. Fulano, armado e vestido com roupas casuais, está fora da joalheria, apenas observando os movimentos de seu velho amigo, o falso padre. Quando a balconista deposita nas mãos de Sicrano o crucifixo mais caro da joalheria, é dado o sinal para que Fulano adentre o recinto. Ele anuncia o assalto e, entre os clientes presentes no local, se depara com um padre assustado e lacrimejante, que roga aos céus para que nenhum mal seja feito aos demais. Fulano, exasperado, ofende e estapeia o falso e suplicante padre, seu velho amigo de bar, deixa-o na companhia da balconista, e conduz coercitivamente os demais clientes aos fundos da joalheria, onde começa esvaziar as vitrines. Enquanto isso, o falso padre, consagrando algumas lágrimas reptilianas à miséria humana, sussurra à balconista:

-“Moça, esvazie as vitrines da frente, e deposite as jóias dentro de minha sacola. Eu sairei sorrateiramente desta joalheria, e, quando este cruel criminoso for embora, voltarei e as devolverei. Eu duvido que este indivíduo atentará contra a vida de um pobre e velho padre...”.

     A moça, incapaz de perceber o golpe, aceita a sugestão do falso padre, já que Fulano permanece o tempo inteiro de costas para eles (manobra que igualmente faz parte do golpe). O “padre” então, na ponta dos pés e com uma sacola cheia de jóias, sai da joalheria para nunca mais voltar. Poucos minutos depois, Fulano sai da joalheria com o resto das jóias. A ação termina, e a ingênua balconista percorre os quatro cantos do shopping à procura daquele “venerável” velhinho...

O mesmo ocorre neste interminável jogo de “good cop, bad cop” que atende por “democracia brasileira”. Todos os partidos em disputa são socialistas/comunistas/esquerdistas. Quanto aos indivíduos que integram estes partidos, alguns vestem terno e demonstram assaz afinidade para com a língua portuguesa; outros, de bermuda e chinelo, urram qualquer coisa passível de ensandecer as massas. De camiseta e calça jeans ou batina, ainda assim possuem a mesma ideologia partidária – que reina sem rivais, sem reais opositores. Todos atuam em conjunto, e fingem (porquanto não há termo mais adequado) recíproca aversão.

Tal estratégia foi executada pela primeira vez durante a (demoníaca) ditadura socialista/comunista/bolchevique de Joseph Stálin – que, aliás, foi um dos poucos indivíduos capazes de fazer com que Adolf Hitler (igualmente socialista) parecesse uma inocente criancinha levada. Para eliminar todo e qualquer foco de resistência ideológica por parte do povão, Stálin ordenou aos seus mais fiéis bajuladores (que não eram poucos, afinal, não bajular Stálin era pedir por morte lenta e dolorosa) a criação de (falsos) partidos de oposição. Panfletos com dizeres hostis à Stalin (o “bad-cop”) foram impressos e distribuídos à boa parte população pelos “good-cops”. E não foram poucos os camponeses e dissidentes soviéticos atraídos pelos efusivos discursos contra-revolucionários destes abatedouros habilmente disfarçados de partidos de oposição. Novamente, o “crime perfeito” foi perpetrado – com tal estratégia, pelo menos quinze milhões de pessoas foram dizimadas.

Poucos anos depois, Hitler valeu-se de similar expediente. Alertado que uma “gratuita” invasão da Polônia significaria guerra com os países da Europa ocidental e seus aliados, Hitler reuniu um grupo de opositores políticos alemães (que já encontrava sob cárcere e marcado para morrer), deu-lhes uniformes do exército polonês, e ordenou secretamente uma ação de sabotagem a uma estação de rádio alemã. Resultado: os falsos poloneses foram responsabilizados pela ação e devidamente fuzilados, e a invasão da Polônia não mais parecia “gratuita” – ao menos aos olhos e ouvidos de seus concidadãos. Através desta mentira, o advento da Segunda Guerra Mundial.

Já nos derradeiros anos da Segunda Guerra Mundial, as forças aliadas concederam aos “pobres e oprimidos” soviéticos a chance de se vingar da traição nazista – a mais calamitosa das decisões, de acordo com o genial Winston Churchill, que jamais confiou em socialistas de nenhum tipo, e que, portanto, já previra o que iria acontecer. Os soviéticos ocuparam a parte oriental de Berlim, exterminaram as forças alemãs remanescentes, e ali permaneceram por meio século – descumprindo o acordo que exigia o retroceder das tropas após a pacificação da cidade. Resultado: a Alemanha retalhada; o mundo dividido em duas esferas de influência. A traição nazista foi compensada com a traição ao ocidente. Eis o advento da Guerra Fria – período em que socialistas valeram-se desta iníqua estratégia incessantemente (China, Coréia, Cuba, Camboja...).

    Recentemente, foi a vez da Venezuela de Nicolas Maduro. Um grupo de militares, fingindo profunda aversão ao regime, rouba um helicóptero e metralha prédios governamentais desertos. Maduro, frente às câmeras de emissoras que ele próprio controla, promete salvaguardar seu povo destes “bestiais” opositores – que ele próprio criou.
A “democracia” brasileira? Mera continuidade desta estratégia. Uma única ideologia disseminada em incontáveis partidos políticos; uma disputa entre os “mais socialistas” e os “menos socialistas”. Uma única ideologia política, e hordas de falsos opositores a ela. Um crime: e destes que só a mente sórdida de um socialista é capaz de arquitetar; uma fraude feita sob medida para olhos e ouvidos habituados a ignorar o “ontem”.

Status – Tired. Still looking 4 a better job. Please, hire me – I promise 2b a total retard, Brazil. Cannot thank you enough, Liz (*the most wise and intelligent female creature of all). I was so sick’n tired of everything; can’t stand living in “latino-land”. You were the light at the end of the tunnel - and I sure can’t wait to get inside that tunnel again with my pocket lantern… (safadjênhoooo). Don’t worry: I’ll make you a very rich lady, bitch. Bah! Are we insane, Liz? Away 4 a while.
Lendo – “A grande síntese” (Pietro Ubaldi). New member of my Top 10. A-M-A-Z-I-N-G.

Recomendado – The forgotten art of rhetoric, by the former brazilian president. Arthur Schoppenhauer would be pleased…

https://www.youtube.com/watch?v=kOjxc4EosL4&t=6s

Recomendado – To an old friend (deeply involved in very, very dangerous shit). Take care of yourself, man. You got the pills; don’t let them catch you alive. I’ll dearly miss our guitar jams and poker nights, Lt:

https://www.youtube.com/watch?v=JFGHXbvsw30

Escutando – Rock in Rio’s history, but you can always count on my musical mix, bitches:
Their brand-new single is a cool version of a Heart classic:

https://www.youtube.com/watch?v=V-R0xgaGYGY

New clip/single. Vintage-sound rockers from Texas:

https://www.youtube.com/watch?v=0tBeZUjmp6Y

One my favorite classics (to listen and play along):

https://www.youtube.com/watch?v=X9s_CQx4ylU

Cool one; my kind of riff:

https://www.youtube.com/watch?v=GXCh9OhDiCI

How about a ballad? One of my favorite hard-rock bands, by the way:

 https://www.youtube.com/watch?v=9d--GddN13o

terça-feira, setembro 12, 2017

Virtual Plains – A poem (By N.S).

-The loyal Anonimous asks for a poem. And here it comes...


Pretenders made by pixels,
Fast fingers, hedonism,
Countless eyes fixed on tiny screens,
Like nothing you have ever seen

Shallow opinions, empty brains,
Reunited at the intangible,
Electric, wireless and wild,
Virtual plains.

Flesh becomes pixel,
A strange kind of hell,
That poisons the reason,
A Silicon-Valley prison,
Huxley’s “Soma”,
Addictive enough to bring you happiness,
Or put you in a coma

Slaves of a modern-world,
Mouths replaced by keyboards
No blood runs through their veins,
Locked, lost and forgotten,
At Virtual plains.

Status - Sick, sad'n tired. Looking 4 a better job. I miss my eternal love, Juliana Bernadino (she only fucks with total retards, like any other brazilian broad). Miss the pimpa bros.

Escutando - Another ballsy musical mix...

A new clip/single:

https://www.youtube.com/watch?v=8TwZ73a3aI8

A new clip for one amazing version of a David Bowie classic. Rest in power, Lemmy:

https://www.youtube.com/watch?v=J06yQb4lbPk

The inconic Gene Simmons completed 69 years at august 25th. So let's celebrate the date with the greatest band of all, shall we?

https://www.youtube.com/watch?v=agRudLL5zjs






quinta-feira, agosto 24, 2017

CGC: Curto & Grosso. E crível (Created and written By Nizi Silveira).

“O hip-hop” – tema sugerido pelo leitor Anônimo.


Eu tenho trinta e um anos; sou fã inveterado de rock e heavy metal desde os doze anos de idade. Conheço dezenas de bandas e milhares de músicas dos meus estilos prediletos, e, para meu profundo pesar, lembro bem dos inúmeros modismos abjetos que surgiram nos últimos vinte anos - cada qual feito sob medida para indivíduos destituídos de todo e qualquer resquício de personalidade; afinal, impossível prestigiar modismos/tendências sem o prévio engavetamento da própria personalidade.
 O hip-hop que, atualmente, monopoliza as paradas musicais em boa parte do planeta, faz com que todos, absolutamente TODOS os modismos musicais dos quais fugi desesperadamente durante a infância e adolescência, pareçam genuínas maravilhas. Ele me fez perceber que desperdicei doses cavalares de ódio com as boy-bands dos anos 90; me fez perceber que fui injusto com o grunge, com os Goo Goo dolls, com o (insuportável) Aqua, com o New Radicals, com o Live, com o Bush (not the x-president), com o Lou Bega, com o No Doubt, com o Radiohead, com a Sherryl Crow, com as Spice Girls, com a Alanis (que intimidade é esta, Nizi?), com o The Calling, com o hardcore de boutique, com os emos, com o new metal, com o Creed, com o Nickelback, com a Avril Lavigne. O hip-hop é até mesmo capaz de fazer com que a música popular brasileira pareça “apenas” uma bosta – e isso é para poucos.

Digo isto por um elementar motivo: mesmos os mais efêmeros modismos musicais com os quais me deparei ofereciam algo “extra” – putinhas esteticamente perfeitas, mocinhos dengosos, fulanos problemáticos, acordes melancólicos, refrões grudentos. Em suma, componentes ao menos capazes de justificar o êxito comercial destes modismos. Agora, minha amiga dona de casa, escrever uma redação de quarta série, comprar um microfone na Kalunga, baixar um bate-estaca eletrônico na internet em quinze segundos, assemelhar-se a um foragido do Datena, não possuir dotes vocais dignos de menção, enriquecer a ponto de instalar torneiras de ouro maciço em todos os vinte e sete banheiros de uma mansão do tamanho do Estado da Louisiana, e ver princesinhas sedentas por seu sêmen, é algo que implode minhas preciosas células cinzentas; algo que enraba a minha compreensão do mundo tridimensional. Não suficiente, saber que indivíduos como Doctor Dre e Jay Z, a realeza do hip-hop, possuem mais dinheiro que qualquer um dos “artistas” citados anteriormente (fazendo inclusive com que as Spice Girls pareçam participantes do “Casos de Família”) e adoram compor tanto letras de protesto quanto letras em que glorificam a marca do espumante francês que consomem em seus jatinhos, produz um adicional ponto de interrogação - este, passível de destruir guindastes: seriam eles bad-boys ou socialites cariocas travestidas?

Se algum dia o hip-hop cantar sobre a decadência da humanidade, estará meramente falando de si.

Quanto ao meu amado e eterno heavy metal, só me cabe dizer: goste ou não, ao menos reconheça que em nenhum outro estilo musical se vê e se ouve bateristas tão talentosos, baixistas tão talentosos, guitarristas tão talentosos e vocalistas tão talentosos. E, para os que realmente gostam de música (bem como valorizam seu rico dinheirinho), são estes os fatores que falam mais alto. Nada de polêmicas, nada de sentimentalismo barato, nada de ostentação esquizofrênica, nada de “bom-mocismo” fajuto para ludibriar menininhas – “apenas” virtuosismo musical, inatingível sem exaustivo estudo.

Metal is not for pussies – metal is for “pros”, not for “bros” or “hoes”.

Status – Dead. Looking 4 a better job.

Lendo – “Odisséia” (Homero). The classic of all classics.

Recomendado - A great tribute vid 2 Hell in a Cell:

https://www.youtube.com/watch?v=qhr-KJY18wQ

Escutando – Today a great mix for real trash-metal fans. No “la-la-la” bullshit, kids. Here comes the cavalry:

Two new clips/singles (featuring actor Benicio Del Toro’s clone on lead vocals):

https://www.youtube.com/watch?v=GSbgxG-jLMU

https://www.youtube.com/watch?v=_U0g9AsieWY

One my favorite trash-metal songs:

https://www.youtube.com/watch?v=Vfxjf_7yZVQ

Time to remember the almighty creator of trash-metal: the eternal Lemmy Kilmister

https://www.youtube.com/watch?v=BmCpGsE5MK0

…and how about a trash-metal ballad, uh?

https://www.youtube.com/watch?v=aU-dKoFZT0A


quarta-feira, agosto 09, 2017

In love with a walking-talking “?” (By N.S).

“O que você diria à mulher amada?” – pergunta o leitor Anônimo.

Ao meu platonismo universitário de longa data, eu diria: Ame-me por ler. Se possível, ame-me exclusivamente por isso. Faça de conta que isso é tão relevante quanto amar alguém exclusivamente pelo dinheiro, ou pela forma física, ou por parecer ladrão de padaria e nem mesmo conseguir redigir um texto (*ser amado/desejado por fatores patéticos/insignificantes é algo bem comum no Brasil – e tanto o turismo sexual quanto a bizarra e doentia idéia de feminismo vigente neste país, agradecem). Ame-me por já ter lido mais que qualquer ex-namorado seu e mais que seus respectivos pais. Façamos de conta que “relacionamento sério” é algo apenas realizável com alguém que não seja incoerente. Ame-me por não gostar de caipirices para mulherzinha, ame-me por desprezar a pseudo-cultura popular de pessoas orgulhosamente ignorantes e vulneráveis; ame-me por não ser o típico “Zé-povinho” que adere a qualquer tendência “do momento” (apenas para abandoná-la quando não for mais “do momento”). Ame-me por fazer sentido quando falo. Ame-me por jamais ter sido alienado por jogos de bola, ou qualquer outra atração da Rede Globo. Façamos de conta de que são estas características que você gostaria de ver num futuro filho. Façamos de conta de que ter ao lado um marido que lerá e ensinará o próprio filho é algo mais importante do que ter ao lado um traste acéfalo que passará por esta vida tão vazio quanto nela entrou; eternamente preso aos mesmos assuntos (Zzzz...). Finja que você é uma mulher de personalidade e, portanto, jamais se relacionaria com indivíduos assim. Finja que seus ouvidos não são penicos. Finja que você não é filha de palhaços, e não foi criada para ser “otária”. Finja que você é uma mulher adulta, honesta, coerente e racional. Perceba que o “brasileiro típico”, infelizmente, não é alguém digno de ser levado a sério. E ame-me por não ser comum – pouco importando o que a galerinha suuuper descolada do Face, o Luan Santana, o MC Crébiçôum ou a Ivete Sangalo,pensariam disso.
De resto, a intuição me alertando: levar a sério fulanas habituadas a beijar idiotas totais meramente por achá-los “bonitinhos” é como levar a sério cidadãos que elegem analfabetos meramente por achá-los “carismáticos”; é como levar a sério a democracia de um País cujo cenário político é monopolizado por partidos de Esquerda há três décadas. Nada mais frustrante que saber que a mulher amada é meramente mais um palhaço entre muitos; incapaz de pensar com a própria cabeça, incapaz de enxergar a vida com os próprios olhos, incapaz de argumentar com a própria boca, incapaz de justificar as próprias atitudes e preferências, incapaz de compreender as próprias palavras – e demasiadamente orgulhosa de tudo isso...

Am I in hell, or it’s just an endless bad fucking dream?

Status – Tired. I need fuel for my wallet. Away 4 a while.

Recomendado – Funny x-tuff! Star Wars goes “povão”:

https://www.youtube.com/watch?v=BHiSHVFjpGI

Recomendado – A great tribute to the coolest move in pro-wrestling:

https://www.youtube.com/watch?v=wZ1DYP66V30

Escutando – 2day, a brief compilation with my brand-new musical addiction; a new band featuring some familiar faces, like the amazing Doug Aldrich on lead guitar (X-Dio, X-Whitesnake), Marco Mendoza on bass guitar (ex-Ted Nugent, ex-Whitesnake), and singer John Daisies (spend some time in Motley Crue, years back). Turn it up, will ya?

https://www.youtube.com/watch?v=lU9emE-Ia04

https://www.youtube.com/watch?v=Y0CTt7ocThI

https://www.youtube.com/watch?v=5oPNwmfYTzI

https://www.youtube.com/watch?v=V6ps_VqMN0U


terça-feira, julho 25, 2017

CGC: Curto & Grosso. E crível (Created and written By Nizi Silveira).

“A Operação Lava-Jato – tema sugerido pelo leitor Anônimo. Segue um post especial.


Em todo Salão do Automóvel o visitante se deparará com um (ou vários) “carro-conceito”. O que é um “carro-conceito?” É um veículo de visual alienígena, que jamais será produzido em massa, e que tem uma única finalidade: demonstrar ao visitante as últimas novidades tecnológicas, os recursos que, algum dia, talvez (e enfatizo: TALVEZ) vejamos em todos os demais veículos automotivos do mercado. Um “carro-conceito” é, ao mesmo tempo, útil e inútil (afinal, não há como saber se algum dia as tecnologias que ostenta serão, de fato, incorporadas nos demais veículos). Não obstante, ficam ótimos em fotos.

A Operação Lava-Jato assemelha-se a um carro-conceito. Ela é revolucionária, rende comentários, estampa revistas. Contudo, a probabilidade de vermos as ruas de 2030 serem tomadas por carros-helicóptero que se transformam em robôs dançarinos de salsa caribenha (e em discotecas, quando submersos) é infinitamente maior do que a probabilidade de vermos os acusados na Operação Lava-Jato fora das ruas (e sob cárcere) meramente até 2030. Ela é apenas uma demonstração do que justiça brasileira poderia fazer, acaso existisse, acaso fosse uma realidade cotidiana. A intuição me diz que um cidadão honesto que deve meses de IPTU, ou pensão alimentícia, ou que não dispõe da mastodôntica quantia necessária para abrir o inventário de um ente falecido (*aliás, meu caso), está com muito mais medo do dano que a gloriosa justiça brasileira poderá lhe causar. Se eu tivesse subtraído algumas míseras dezenas de milhões dos cofres públicos, sei que dormiria mais tranquilo.

O “carro-conceito” de 2020 fará com que o de 2017 pareça uma piada – já o acusado de 2017, estará livre, leve e solto em 2020, fazendo com que toda uma nação pareça uma piada. A Operação Lava-Jato é, ao mesmo tempo, útil e inútil. Não obstante, fica ótima em fotos.

Qualquer pretensa operação de inteligência minimamente séria e confiável não se concentraria apenas em averiguar e punir os delitos cometidos por fulanos e sicranos.  Lula e sua gangue, por exemplo, não são (e jamais foram) meros batedores de carteira; não são aquilo que os oficiais da Lava-Jato, aparentemente, acham que são. Não são indivíduos motivados por meras e efêmeras ambições materialistas, e tampouco por dificuldades de ordem materialista - são indivíduos motivados (e intoxicados) por uma ideologia. Tais, não podem (e jamais serão) intimidados. E, aos que ainda contestam a incapacidade de se intimidar um comunista inveterado (alguém a quem palavras como “moral” e “ética” soam como ofensas gravíssimas, execráveis valores burgueses, derivados de uma religião que tais indivíduos abominam confessamente, por crer que ela transforma machões em criaturas hesitantes e efeminadas), basta atentar para últimas notícias sobre a Coréia do Norte ou sobre a Venezuela, abrir uma enciclopédia, e/ou ler um espetacular clássico do colossal George Orwell.

Da mesma maneira que a China do século XXI é meramente a continuação da temível e extinta URSS (fato que faz com que a Guerra Fria esteja mais viva do que nunca), a corrupção na qual grande parte dos partidos políticos brasileiros está envolvida, é meramente a continuação de algo iniciado há décadas. Indivíduos morrem; ideologias partidárias não. De resto, a inabalável certeza de que em qualquer canto do mundo onde a falta de planejamento familiar for patente, sempre teremos algum Partido dos Trabalhadores olvidando esforços para destituir os indivíduos de todo e qualquer sentimento de culpa por suas ações insensatas, fornecendo-lhes uma vasta gama de bodes-expiatórios, e esmolinhas mensais. São “redentores” ansiosos por redenção – e, para esta, nada se provará melhor que a Operação Lava Jato. Um dispendioso “espetáculo midiático”, sobretudo para os que estão cientes da ineficácia e da puerilidade da justiça brasileira. E estes, são justamente os seus réus.
 
Status – Unmotivated; sick and tired of everything. I need money badly. Creating new riffs and solos. Away for a generation.

Lendo – “As pistas de Nazca” (Simone Waisbard). Na reta final.

Recomendado – One amazing video:

https://www.youtube.com/watch?v=hKVZra47dp0

Recomendado - My heroes talking about their new album:

https://www.youtube.com/watch?v=9oi4_VIeDY0

Escutando – How about another mix? Today, full of new stuff

Their new single just got an official videoclip:

https://www.youtube.com/watch?v=tFqFYHFNeCc

Another single/clip from the brand-new "The rise of chaos" album. Hey, don't drink the Koolaid, ok?

https://www.youtube.com/watch?v=Yq9XIkVX5bE

A legend (and the biggest nose in rock's story). His new clip/single. By the way: he's comming to Brazil.

https://www.youtube.com/watch?v=NlEcM53kj_I

Yup: another new single/clip. The band of one my favorite guitar heroes, George Lynch (huge fan of him since my 14's), and of course, Oni Logan's (Gene Simmons?) voice:

https://www.youtube.com/watch?v=ONZk7sof40w

Hey, guess what: another new vid/single. Vintage hard rock sound:

https://www.youtube.com/watch?v=WxzNSEyQfAw

Another single/clip:

https://www.youtube.com/watch?v=WgJUk5LYMcg

One more new single/clip:

https://www.youtube.com/watch?v=gvGRuRC-z50